"nada se perde, tudo dá a volta"

o problema ?

80% do resíduo têxtil termina em aterro, incineração ou solto no ambiente.

(fonte: Fundação Ellen Macarthur)

a "sobra" !

parte desse tecido nunca chegou a virar roupa, é sobra de produção: tecido novo, estampado, que ficou de fora.

o projeto Re-FARM dá destino a essa sobra.

a VITAMINASEA pega esse tecido, em parceria com o Banco de Tecido, e dá outra forma:

um quadrado, um nó, uma alça. a Bolsa Maré.

de cada metro de tecido saem duas marés. cada metro traz uma etiqueta Re-FARM, que vai junto com a nossa. as estampas não têm reposição. as peças são numeradas. quando acaba, acaba.

 

mas o que é furoshiki ?!

furoshiki é um quadrado de tecido e uma técnica japonesa: o nome junta furo (banho) e shiki (estender): nasceu para embrulhar e carregar roupas nas casas de banho.

 

com o tempo, virou jeito de levar de tudo: livros, frutas, presentes, a marmita do dia. sem costura, sem fecho, sem sacola descartável. o mesmo pano serve a muitos usos. e dura.

 

tsutsumu é o gesto de embrulhar como cuidado: o nó une o que está dentro ao que está fora.

 

a Maré

a Maré é um furoshiki com alça. o tecido vira bolsa com um nó.

desfaz o nó, e volta a ser tecido: canga, lenço, embrulho, toalha de mesa.

todas as Marés são iguais?

não. cada estampa tem tiragem limitada e cada peça é numerada.

a estampa volta?

a princípio, não. quando acaba, acaba.

posso usar de outras formas?

pode. é só desfazer o nó.

 

e assim nasceu a VITAMINASEA...

começou com uma canga, na praia. era preciso levar tudo: a água, o livro, o protetor, a chave, óculos, chinelo. e foi ali que veio a lembrança do furoshiki.

 

um quadrado de tecido, um nó, e a canga virou bolsa. desfeito o nó, voltou a ser canga. no mesmo dia ela foi para a praia, o mercado e a casa, sem trocar de bolsa. a ideia não saiu de um desenho. saiu de uma necessidade.

 

a marca nasceu em Ilhabela, da mesma sensação que o mar dá: presença, sem pressa. a maré, o produto, é o jeito de levar essa sensação para a cidade.